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O Bordel


O BORDEL

 

                           Como era de costume em toda cidade interiorana, naquela situada em Minas Gerais, havia também um Bordel!
                            Não era um Bordel qualquer, era só para os figurões da cidade. Além de muito caro, dispunha de moças especais para servi-los e ficava em um recinto bem discreto. Uma luxuosa quinta nos arredores da cidade os acolhia e os servia de mimos e bebidas caras!  Tudo muito limpo e bem tratado: uma mansão para os ricos, que deixavam para a dona do local, uma pequena fortuna cada vez que iam visitá-la.
                             Se caminhássemos, porém, entre as meninas da casa, iríamos encontrá-las muito bem cuidadas, alimentadas e bem vestidas, claro, com roupas caríssimas, mas com olhares distantes e tristes. Vinham do interior iludidas pelo conforto e beleza, e acabavam se dando conta de onde estavam, só quando já era tarde demais!
Não podiam mais deixar o ressinto. Eram prisioneiras do vício, e neles teriam que permanecer por sabe-se lá quanto tempo. Ganhavam muito bem, mas não tinham o direito de tocar no dinheiro. A senhora guardava tudo para entregar-lhes somente quando partissem! Mas não era permitido fazê-lo enquanto fossem jovens e bonitas. Dizia que elas não saberiam cuidar do que ganhavam e que ela o faria por elas, garantindo-lhes o futuro. Então ficavam apenas sonhando com um futuro livre e próspero.
                                Mas falemos agora de sua dona: ela desde jovem, inteligente, se fez dona de bordel. Antes na pura promiscuidade, sem cuidar das pobres mulheres. Hoje no luxo, riqueza e cuidando das que lhe servem! Antes, nenhum pensamento digno. Hoje temente a Deus! Mas que espécie de pessoa é essa que ora e teme a Deus, mas que faz jovens de reféns, para usá-las e estarem a seu dispor?
                                 Bem, essa mulher hoje, vamos chama-la de Mina, cria uma jovem paralítica, como se fosse sua própria filha. Gasta todos os seus recursos para tentar fazê-la andar. Essa doce jovem vem aos poucos mudando o coração desta dura mulher. Vem fazendo brotar, através de seus simples gestos de gratidão, a beleza interior dessa mulher, e lhe deu um propósito de vida. Todo seu tempo livre é compartilhado com a jovem filha, tentando deixá-la o mais confortável possível.
                                   A casa onde moram que fica aos fundos da mansão, é rodeada de um belíssimo jardim, cujas flores são um chamariz para os pássaros e para alegrar o coração da jovem! As duas dividem momentos mágicos de ternura e gratidão!
                                   Essa mulher agora está tendo a oportunidade de zelar por alguém, senão ela mesma! Poderá ao longo dessa caminhada aprender como tratar de outros, de pensar num futuro melhor para suas pupilas, de trabalhar em prol de algo mais humanitário e mais espiritualizado!
                                    E quem sabe, fechar os olhos e poder amar a Deus sob todas as coisas e não só temê-Lo!  Poder cumprir com seu plano divino a tanto tempo desviado!

 

Vamos lembrar da Bíblia um pouquinho?
Vamos falar então sobre Maria Madalena, que em algumas passagens bíblicas diz que era uma prostituta ou melhor, que tinha uma vida duvidosa, (como nossa Mina aqui desse conto), e em outras passagens que estava possuída por demônios e foi curada por Jesus.

 

A história de Maria Madalena
Maria Madalena era uma mulher que havia sido possuída por sete demônios, sendo liberta por Jesus. A relação entre Jesus e Maria Madalena, é marcada por profundo respeito e transformação. Após a sua libertação, Madalena se torna uma das seguidoras mais devotas de Jesus, desempenhando um papel significativo em seu ministério.
Maria Madalena é citada na Bíblia como uma das mulheres que apoiavam Jesus e seus discípulos. Sua presença constante e apoio mostram a profunda transformação que ela experimentou após ser libertada por Cristo. Apesar da sua importância, Maria Madalena não é descrita como uma apóstola nos textos bíblicos.
Nada nos relatos bíblicos indica que Maria Madalena tivesse sido prostituta. Essa ideia surgiu de interpretações incorretas de outras passagens do Novo Testamento. Maria foi confundida com a mulher pecadora que ungiu Jesus e também com Maria de Betânia, irmã de Marta e Lázaro, que também ungiu os pés de Jesus.

 

A mulher adúltera, apresentada em João 8:1-11, é outra figura com quem Maria Madalena é frequentemente confundida. A Bíblia, no entanto, não identifica essa mulher como Maria Madalena. A identidade da mulher adúltera permanece anônima nas Escrituras.
Lucas 8:2 menciona que Jesus expulsou sete demônios de Maria Madalena, mas não fornece detalhes sobre a natureza do seu problema.
A possessão demoníaca na Bíblia é mais frequentemente associada a doença ou aflição, não necessariamente a um comportamento pecaminoso. Portanto, dizer que Maria Madalena era uma “grande pecadora” antes de encontrar Jesus, é especulação e não está baseada no texto bíblico.
Um dos momentos mais significativos na relação entre Jesus e Maria Madalena ocorre após a ressurreição. Segundo o Evangelho de João, Maria Madalena é a primeira a descobrir o túmulo vazio e a ver Jesus ressuscitado. Jesus lhe confia a missão de anunciar aos discípulos que Ele havia ressuscitado, um ato que a posiciona como a primeira testemunha da ressurreição.
Palavras sobre Madalena: Livro 4 da Teoria da Razão.
Jornada Crística

 

Quem era Maria Madalena? Maria Madalena era um ser forte, mas também marcado por características intensas. Ela era um espírito que, se não estivesse no controle, se sentia instável. Tinha sua própria lei, sua própria forma de enxergar o mundo. Quando recebeu a instrução de que deveria "forjar a sua morte", ela não compreendeu completamente. Para ela, parecia apenas uma desculpa. Comparou Jesus a outros homens, acreditando que Ele talvez estivesse planejando apenas escapar e ter uma vida comum, sem ela.
Por isso ela é conhecida como Maria Madalena Arrependida. Tudo o que é visto a partir desse momento reflete seu arrependimento profundo. Agora não havia mais volta. Ela percebeu que havia agido com possessividade, prepotência, apego e, em certos momentos, até covardia.
Aqueles homens citados na passagem: “De repente, apareceram diante delas dois homens vestidos com roupas muito brilhantes.” Eram homens que estavam protegidos e guiados por anjos, sob a vontade de Deus, para ajudar o Filho, até Sua partida final. Mas ela não entendeu isso!
E havia outras mulheres presentes, sim. Mas a única que conversou diretamente com Jesus foi Maria Madalena.
Bem, muito mais há para falar de Maria Madalena junto a Jesus: sua dedicação e cuidado com todos são características fortes junto ao Mestre. E foi a primeira testemunha de Sua ressurreição, algo significativo.
Essa é a prova que segundas chances são dadas e que não podemos desperdiça-las!
Essa é a chance de Mina, nossa protagonista nesse conto. Mina, aproveite! Agarre-se a essa chance e ame o Pai e distribua essa alegria de reconhece-Lo a todos a sua volta e seja feliz!
Agora vamos falar um pouco da TEORIA DA RAZÃO:
Vocês lembram que já falamos sobre alguns arquétipos em outros vídeos? E da multiplicidade?
Pois então vamos recordar:
Já vimos num blog anterior, o que é multiplicidade, ou seja, que somos um Sistema múltiplo com muitas consciências. Existe uma hierarquia sistêmica onde o Rei é o administrador e é ele que conhece nosso projeto de vida, nossas desvirtudes e nossa capacidade de superá-las. A Rainha é a comandante sistêmica e ela pode ou não seguir as orientações do Rei. Se não as seguir, pode cair em erros e se perder. E ela está sempre sendo observada pelo Banco do Povo, que são as demais consciências do Sistema que estão para aprender com as ações da Rainha, podendo ou não concordar com elas, com as ações dessa Rainha.
O Príncipe é quem guarda nosso Sistema, é o nosso segurança, nosso guardião sistêmico. Lembraram? Já vimos também sobre as Leis Universais, algumas delas.
Então vamos falar um pouquinho hoje, sobre as Máscaras do Orgulho também estudada na Escola de Sabedoria e que são falsas representações que encobrem a verdadeira natureza da pessoa. É uma das importantes ferramentas utilizadas no autoconhecimento.

 

 

MÁSCARAS DO ORGULHO 
A Teoria Da Razão nos traz a racionalidade da existência de inúmeras máscaras que utilizamos ao longo de nossa vida.
Mas então o que seriam essas Máscaras do Orgulho?
Pensemos em uma criança que está aprendendo a andar de bicicleta. É normal que ela caia e se machuque, certo? Ou seja, daquela queda deu-se um trauma, que formou um arranhão, uma casquinha de ferida. Da mesma forma enquanto aprendizes em constante evolução, passamos por situações traumáticas que nos causam ferimentos e dores. E essas reações traumáticas acabam nos fazendo reagir de forma x ou y.
Grande parte das vezes, porém, criamos carapuças, falsas vestes, máscaras, enfim, para lidarmos com aquela dor. São estas então, as máscaras do orgulho que tanto falamos.
E são do orgulho, porque é dessa emoção doentia que emergem as respostas que nós, Sistemas múltiplos que somos, daremos a todas as circunstâncias traumáticas de nossas vidas. Você saberia nos dizer quais as Máscaras do orgulho você está vestindo hoje? 
 18ª MÁSCARA: BONDOSA POR NECESSIDADE [uma recém-saída das sombras do ódio]

 

Essa máscara nada se assemelha com Madalena da passagem bíblica que escolhemos para hoje e nem tampouco com a nossa protagonista do Conto de hoje, Mina. Mas sempre há os dois lados da balança: a que é bondosa por natureza e a que é por necessidade.
 TRAUMA DA 18ª MÁSCARA:
§  Não é caracterizada por um trauma específico, mas representa alguém emergindo das profundezas dos mundos inferiores, como um recém-nascido na luz da bondade.
DESVIRTUDES DA 18ª MÁSCARA
§  É marcada pela expectativa de que cada gesto de bondade seja grandiosamente recompensado e celebrado. Essa atitude sugere uma perspectiva mercantilista da bondade, onde a ação positiva é vista como uma transação em busca de elogios e gratificações, não como um ato genuíno de generosidade.
COMPORTAMENTO DA 18ª MÁSCARA:
§  Superestima seus atos de bondade, exigindo que sejam reconhecidos como grandiosos e espetaculares;
§  Tendo saído recentemente das sombras, onde predominava o ódio, para esta pessoa tudo que se refira à bondade é inédito.
§  Se a busca por gratidão e reconhecimento persistir, haverá o risco de se tornar uma falsa bondosa, sem a substância verdadeira da generosidade.
AGRAVAMENTO DA 18ª MÁSCARA
§   Se continuar querendo gratidão e reconhecimento, o costume vai fazer dela uma falsa bondosa.
CURA DA 18ª MÁSCARA:
§  Compreender que os atos de bondade devem se multiplicar a cada dia, servindo como uma contribuição para o próprio crescimento;
É necessário reconhecer que a bondade é uma prática comum e diária entre as pessoas, e não um feito incomum que exige recompensa.

                                

 

 

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