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A VELHA SÁBIA


Havia em uma cidade há muito tempo atrás, uma senhora que era conhecida por ser uma excelente contadora de histórias!

E por isso vinham pessoas de longe para ouvi-la!

Mas não eram simples histórias: elas tinham o poder de influenciar e modificar as pessoas. Não havia ninguém que ao ouvi-las, não chorasse! Ela tinha o dom de, durante a história, descobrir o defeito da pessoa e, introduzindo-o no personagem, fazia com que o ouvinte também fosse contra o seu próprio defeito!

Que sabedoria!

E depois de juntos discutirem sobre aquele assunto e sobre o que havia acontecido no desenrolar da história, no momento certo ela dizia:

 “-Mas esse é você!” E a pessoa então ficava muito sensibilizada, aceitando de fato àquele defeito, pois havia vivenciado no personagem!

E assim ela ficou conhecida e pode-se dizer que “curou” várias pessoas!


Mas um dia ela encontrou uma pessoa que não chorou! Nem sensibilizou-se e ela ficou muito intrigada! Ela contou outras e nada! E ele se foi! Sem nenhum resultado!

 Aquele sentimento permaneceu gravado no seu DNA por muitas vidas, e por muito tempo buscou aquele homem que não se deixou tocar por ela!

 Até que um dia o encontrou e fez-se sua mulher!

Aí sim ela pode entender porque ele não se sensibilizou com suas histórias! Ele não tinha uma alma de sentimentos e por isso ele a usou, a humilhou, e lhe bateu muito! E a machucou demais!

Por essa razão ela criou um trauma tão grande que, desde que nasceu, ate os dias de hoje, passou a criar histórias de perseguição e tantas outras coisas terríveis contra ela mesma, mas que não são verdadeiras!

Agora tudo isso precisa ser superado para que ela possa usar o seu dom, a favor daqueles que venham procurá-la, para sentir algum alívio em seu coração, através das palavras que distribui! Pois esse conhecimento permanece com ela.

Precisa ser novamente aquela mulher contadora de histórias, que era procurada e respeitada por muitos por proporcionar alívio, esperança e fé!




Associação Bíblica:


Provérbios 18:21 – "A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto."

Mateus 13:3 – "E falou-lhes muitas coisas por parábolas..."

Jesus também usava histórias (parábolas) para tocar os corações das pessoas, revelar verdades espirituais e provocar arrependimento. Assim como a senhora do conto, Ele colocava as falhas humanas em personagens, fazendo com que os ouvintes se vissem ali.

 

2 Samuel 12:7 – "Então disse Natã a Davi: Tu és este homem!"

O profeta Natã usa uma parábola para confrontar o rei Davi sobre seu pecado com Bate-Seba. Quando Davi se indigna com o personagem da história, Natã revela: “Tu és este homem!”. Exatamente como a mulher do conto faz.

 

Ezequiel 36:26 – "E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne, e vos darei um coração de carne."

Esse homem representa os que têm um coração endurecido, incapazes de se comover, de sentir, de se arrepender.

 

Isaías 53:3-5 – "Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos..."

Assim como a mulher do conto, o Servo Sofredor (figura de Cristo) é injustamente tratado, mas carrega dor com propósito redentor. A mulher precisa reconhecer que seu sofrimento não a define — mas pode ser transformado.

 

2 Coríntios 10:5 – "Destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo."

Essa mulher começou a acreditar em mentiras sobre si mesma. O texto bíblico fala sobre destruir essas mentiras [fortalezas mentais] e submeter os pensamentos à verdade de Deus.

 

Joel 2:25 – "Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto..."

Romanos 11:29 – "Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento."

Mesmo após a dor, Deus é capaz de restaurar o propósito original. Os dons dela continuam vivos e precisam ser usados para trazer consolo e cura — exatamente como antes.



A Teoria da Razão


O Trono da Princesa – Testemunha Sistêmica


[Ou: como não enlouquecer em sete vidas de silêncio interior]


Querida leitora, querido leitor – especialmente você que já chorou ouvindo uma playlist de autoconhecimento ou desejou fugir para o Himalaia numa terça-feira qualquer...

Imagine viver sete vidas sendo apenas uma observadora. Não, não é aquele tipo de observadora que bisbilhota a vida alheia nas redes sociais. É um tipo bem mais hardcore: a Testemunha Sistêmica. Silenciosa, impecável, sem likes, sem curtidas, e o mais trágico – sem a menor chance de interferir no que está vendo.

Pois bem. Essa é a sina da Princesa em treinamento para se tornar Rei.

Ao longo dessas sete vidas, a Princesa vê tudo: as quedas da Rainha, os deslizes do Príncipe, o caos emocional da Corte e os surtos de carência do Banco do Povo. Mas ela não pode fazer nada. Nada mesmo. Só observar. É como assistir a um filme dramático com o controle remoto quebrado e a pipoca murcha.

Mas veja bem: isso tem um propósito.

A Princesa precisa aprender a conter a própria vontade, e só quem já tentou ficar em silêncio por cinco minutos numa discussão familiar entende o nível de evolução que isso exige.

E então, quando a sétima vida chega ao fim, com um currículo vastíssimo em “ver sem agir”, a Princesa tem direito a uma escolha: seguir sua saga como Rainha ou... descer de novo a ladeira da existência para refinar o que ainda falta. Spoiler: muitas escolhem voltar. Mas algumas, as raras, aquelas com coração de filósofa e nervo de monge, seguem adiante.

Ser Princesa é passar pelo fogo sagrado da contenção emocional. É como ser uma vela acesa no meio de uma tempestade e ainda assim se recusar a apagar.

Por isso, se você se sente como alguém que vê o mundo inteiro à sua volta desmoronando enquanto você mantém a compostura com um sorriso sarcástico e um olhar treinado em mindfulness – talvez, só talvez, você esteja numa dessas vidas de Princesa.

A boa notícia? Você está mais perto do Trono do que imagina.

Com silêncios cheios de sabedoria,

A Princesa – aquela que viu tudo, mas não surtou [ainda].

 

O Trono da Princesa – Testemunha Sistêmica


Então, se você acha que já teve que engolir muita coisa calado na vida, conheça a Princesa.

Não, ela não desfila com coroa e séquito – pelo menos não neste plano físico. Ela ocupa um dos cargos mais difíceis do Sistema Comum: o de Testemunha Sistêmica. E não pense que é uma daquelas testemunhas que só aparecem no fim para fazer fofoca no tribunal. A Princesa é a observadora ideal. Aquela que vê tudo, mas nada diz. Nada julga. Nada opina. Nada interfere. Ela assiste ao circo pegar fogo com uma xícara de serenidade na mão e olhos de quem viu essa novela em sete versões diferentes.

Sua missão? Simples e absurda ao mesmo tempo: registrar fielmente tudo o que ocorre no Sistema. Todos os tropeços da Rainha, os surtos emocionais do Príncipe, os devaneios do Banco do Povo e, claro, suas próprias frustrações por não poder emitir nem um “eu avisei”.

Quando o Sistema chega ao fim da jornada, é a Princesa quem sobe, elegante e silenciosa, até os salões da Inteligência Criadora e entrega o relatório.
Um documento celestial, sem emoções nem exageros. Nele, está escrito apenas:“– Eis a verdade.”

Mas se engana quem pensa que esse papel é isento de emoção. A Princesa sente. E como sente. Ela só não reage. E esse é o desafio.

Ser imparcial quando o Príncipe bate boca com a Corte, quando a Rainha cede à vaidade ou quando uma Consciência do Banco tenta sabotar o progresso do Sistema. Ela vê tudo. Mas sua missão é manter o olhar limpo, sem interferência. Como um espelho de alma: transparente, mas profundo.

Se você acha difícil ficar em silêncio em grupo de família do WhatsApp, a Princesa está há sete vidas em modo avião, sem sinal e sem direito a “responder com emoji”. E por que ela aceita isso? Porque cada Sistema em que atua é um degrau a mais rumo à realeza definitiva: o Trono do Rei.

Mas a estrada até lá é, literalmente, um deserto.

Durante seus primeiros 11 [onze] anos de vida física – o que, no plano sutil, equivale a 210 [duzentos e dez] anos de treinamento emocional, moral e energético – a Princesa vive o que chamam de “recolhimento interior”. É um tipo de retiro forçado, onde as lembranças dos Sistemas anteriores vêm como relâmpagos mentais, uma espécie de déjà vucósmico com trilha sonora de “reconhece, mas não sabe de onde”.

Este processo de formação começa no útero. Enquanto outras Consciências estão preocupadas com a genética do cabelo ou o signo ascendente, a Princesa está revisando seu portfólio existencial e se perguntando:

“– Estou pronta para ser a verdade que o Sistema precisa?”

É... Princesa, você é quase uma monja das galáxias.

E o mais bonito? Ela não quer aplausos. Porque, ao final, seu relatório não é para o Instagram espiritual nem para holofotes cósmicos. Ele é para a Verdade. E essa, sim, é digna de realeza.


E mais, se você acha que crescer já é difícil, tente passar 420 [quatrocentos e vinte] anos dentro de si mesma.

A Princesa sabe bem o que é isso. Enquanto adolescentes comuns passam anos lidando com espinhas e existencialismos românticos, ela está enfrentando um confronto interno épico com sua linhagem ancestral, seus erros do passado e toda uma biblioteca de experiências sistêmicas. E não é só isso – tudo sem poder abrir a boca. Sim, a Princesa vive em uma espécie de reality cósmico silencioso, onde ela mesma é o público, o elenco e a diretora.

Durante a fase entre os 9 [nove] e os 22 [vinte e dois] anos, o que parece, para qualquer mortal, uma adolescência com seus dilemas típicos, é para ela uma aceleração de tempo e alma. Enquanto os colegas estão postando selfies com legendas filosóficas, a Princesa está lidando com a “Cabine da Razão", – uma sala mental onde todos os seus atos de vidas anteriores são exibidos com qualidade 8K e sem direito a fast-forward. E tudo isso com delay. Sim, há uma hora de atraso entre o que acontece fora e o que acontece dentro. Porque até o tempo, para a Princesa, é simbólico: ela vê a realidade como uma repetição que já conhece, mas precisa sentir de novo – para aprender de vez.

Esse delay é, na verdade, um presente divino. Enquanto o mundo grita, ela observa. Enquanto o Sistema corre, ela respira fundo e pergunta: “– Isso já aconteceu antes?” E normalmente, sim, já aconteceu. E ela lembra como terminou.

Nesse estúdio interno de aprendizado – digno de uma superprodução galáctica –, cada boa ação que a Princesa reconhece em sua trajetória tem o impacto de milênios no mundo físico. É o efeito borboleta elevado à potência da alma. Cada gesto coerente, cada escolha lúcida, cada silêncio estratégico soma séculos à sua maturidade.

Assim, aos 23 [vinte e três] anos, ela não chega apenas à idade adulta. Ela chega como quem atravessou o deserto, tomou chá com seus traumas, disse "não" à ilusão e, finalmente, encontrou a lucidez no espelho. As dores? Guardadas em frascos rotulados. As paixões? Sublimadas em sabedoria. O drama? Apenas mais um dado na planilha do espírito.

Agora, tudo o que ela sente é traduzido em registros mentais. A emoção dá lugar à razão. O choro vira código. O amor vira estrutura. E a vida? Continua, claro, mas com outra frequência. Uma frequência que poucos entendem.

Porque a Princesa não veio para ser compreendida. Ela veio para compreender.

E o mais surpreendente? Ela ainda tem muito a ensinar.


Com um véu de silêncio e olhos que tudo enxergam,


A Princesa – relatora oficial dos bastidores da alma.




 

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