O Velho Chinês
- Celia Caruso
- 10 de jun. de 2025
- 8 min de leitura
Atualizado: 25 de jun. de 2025
Havia na China antiga um velho mestre contador de histórias! Ele era muito amoroso com as crianças e muitas mães o escolhiam como o mestre de seus filhos! Mas ele era um homem muito triste!
Um dia o “mestre maior” contou para uma mãe, a história desse carinhoso mestre, Omoju:
“_ Quando jovem ele sabia ser um comerciante, um bom negociador, um bom marido, um bom jardineiro e um excelente cozinheiro!
Sabia ser um grande pai, mas teve para isso, que aprender a ser uma criança e fez de seu filho um grande amiguinho!
Ele esquecia de tudo, quando estava com seu filho, para tornar-se só o amigo! Mas quando chegava o cansaço ele contava longas histórias, para que seu corpo descansasse e se recuperasse. E quando acabava de contá-las então, poderia retornar para as elétricas brincadeiras!
Mas um dia aconteceu um terrível acidente na mata e mestre Omoju perdeu seu filho amado, picado por uma cobra! Ele ficou inconformado!
Fez um lindo funeral, vestindo-o de lilás, por conta da cor da sua fruta preferida e na qual ele se lambuzava todo ao comê-la, e eles riam muito brincando!
Decidiu então abandonar tudo, explicou à sua esposa que precisava de um tempo, e que talvez um dia retornasse. Ele seguiu seu caminho como monge! E ela ficou só com a dor pela perda do filho, e a do marido também!
Depois de muito tempo compartilhando sua vida com muitas crianças, percebeu que poderia ter outo filho e resolveu voltar!
Mas ao chegar deparou-se com sua companheira já velha e entendeu então que o tempo passara e ele não havia percebido! Em respeito à espera dela, convidou-a a cuidar de crianças. Passaram o resto de suas vidas com essa ocupação, mas sem poder ter um filho deles novamente!”
Esse homem deveria ter entendido que quando se joga todo o seu amor numa única pessoa, isto é passível de acontecer! Mas somos capazes de amar mais, de amar muitos, e essa é a nossa grande lição de hoje!
Temos na Bíblia Sagrada, no antigo testamento, o Livro de Rute.
Essa passagem nos fala exatamente sobre isso. Ela substitui a perda do marido, pelo carinho que dedicou a sua sogra Noemi. Ela preferiu ficar ao lado de Noemi do que voltar a sua terra natal e estar junto dos seus, pois há muito já os havia deixado, preferindo substituir esse amor e dedicá-lo à sua sogra. Vamos conhecer essa passagem?
Rute era uma moabita que se casou com um dos filhos de Noemi. Quando o marido de Rute morreu, ela ficou sozinha e decidiu ficar com Noemi para cuidar dela.
Rute e Noemi resolveram partir, pois estavam passando por muitas necessidades. Chegaram em Judá na época da colheita. Elas precisavam de comida. Boaz, um parente de Noemi, tinha campos em Judá. Noemi explicou para Rute onde ficava para ver se lá ela conseguiria algo para trabalhar e para comerem. Ele deixou Rute colher os grãos que sobravam em suas plantações. Era um trabalho árduo.
Boaz respeitava Rute porque ela trabalhava muito e era leal a Noemi e ao Senhor. Ele disse aos servos que deixassem mais grãos para Rute nos campos. Acabou admirando-a.
Rute e Boaz se casaram a conselho de Noemi, que se preocupava com ela. Pouco tempo depois, Rute teve um menino. O filho de Rute foi o avô de Davi, o futuro rei. Muitos anos depois, Jesus nasceu nessa linhagem familiar.
Rute e sua sogra Noemi, são exemplos de mulheres que superaram a dor da perda e, por fim, voltaram a sentir alegria de viver. Depois de todo sofrimento pelo qual passaram, a lealdade e afeição dessas mulheres nos encorajam a ter uma vida altruísta, pautada no amor e na amizade verdadeira, são personagens bíblicas que exemplificam a fidelidade e a capacidade de superar a dor da perda.
Vamos conhecer as palavras de Mestre Ravi, que está no Livro 4 da Teoria da Razão:
Jornada Crística
Essa passagem fala que não importa aonde você venha a nascer ou que tipo de rito terá como ato, aquilo que você tiver que cumprir, você cumprirá. Está bem realçada a capacidade do espírito que mesmo com um alerta razoável de sua sogra, ela não cedeu como ela cedeu. Rute estava escolhendo o amor, porque ela via o sofrimento de uma mãe que perdeu seus dois filhos e marido.
Ela está amargurada e com mutas dor. Não seria cruel abandonar? Mas é comum, porque o compromisso era com os filhos que morreram. Só que Rute com o amor dela decidiu continuar e não abandonar. Aqui a gente vê a qualidade do espírito. E Noemi deveria ser alguém que não deu motivos para ser abandonada e mesmo assim foi abandonada por uma.
que mais deve ser realçado aqui é que a fama de Rute chegou primeiro. A bondade dela é dela e o que mais demonstra aqui é que eles estavam vivendo miséria. Ela demonstrou que não tinha preguiça e trabalhou. Como a fama de vocês está chegando no amor? E como a fama de vocês está chegando quanto a ser trabalhador? É interessante isso, porque aqui elas estão sendo alimentadas, praticamente pela fama de Rute. Será que existe a Rute dentro de vocês? Será que ela está ativa, trabalha e é feliz? Aquela que não quer ser exaltada diante das empregadas, será que existe esse lado humilde dentro de vocês?
Aqui retrata uma herança de bondade, de perseverança, fé, entrega, lealdade. E todas essas qualidades vamos ver, também, em Davi.
Se você hoje pedir para uma mulher solteira ou viúva se deitar nos pés de um homem, ela faria isso? Rute fez tudo. Se fosse nos dias atuais, o que aquela que não seria Rute diria para sua sogra? A senhora pensa que eu sou o que? Mas estamos falando de uma mulher que fez de tudo para ser digna, que não era mais virgem, mas fez tudo, se preservou. E ela está sendo colocada na bíblia para chegar a Davi. Isso também é importante para mostrar o quanto era difícil a vida de uma viúva. As terras eram da sogra, então, ela teve que se sujeitar a um homem. Então, a obediência. Noemi também poderia nem saber o que estava fazendo, mas foi lá e fez.
Existia romantismo? Química? Se você observar nas palavras ela disse: vá e se lave. Ela pretendia que tudo acontecesse nos mínimos detalhes.
Agora vamos fazer uma analogia à Rainha do nosso Sistema que fez uma escolha certa. Nem sempre isso acontece, mas em nossas vidas podemos ter vários Registros de Dominação e seguir o caminho evolutivo.
Como vocês já viram em outros vídeos, com a TEORIA DA RAZÃO ingressamos no autoconhecimento e entendemos porque agimos, às vezes de forma tão inconsciente e impulsiva e em outras com tanto discernimento, amor e altruísmo como no caso de Rute.
Vamos aprender um pouquinho sobre a Rainha para entendermos todas as nuances desse trono do fazer, o trono da execução!
O Trono da Rainha – Comandante Sistêmica
No coração de cada Sistema encontra-se um Trono comandante, cuja importância é importante para seu movimento e desenvolvimento. Esse Trono é ocupado pela Rainha, a grande estrategista e executora das ações sistêmicas. Cabe a ela conduzir o fazer, liderar as execuções e definir o curso do Sistema. Com a chave do livre-arbítrio em mãos, suas decisões têm o poder de transformar a trajetória do Sistema, acelerando ou desacelerando seu ritmo de evolução.
Antes da Era da Multiplicidade
O caos e a desordem imperavam nos Sistemas Singulares. Para restaurar a harmonia, foram estabelecidas normas sistêmicas, funcionando como uma bússola para orientar as Consciências que habitam cada Sistema. Essas regras garantem a ordem e previnem o retorno à desorganização do passado.
Viver em Sistemas Múltiplos não significa abrir mão da liberdade. Pelo contrário, é sobre reconhecer e agir dentro de um conjunto de regras e limitações que oferecem uma estrutura para todos seguirem. Ainda assim, há quem prefira não se encaixar nesses Sistemas, optando por trilhar um caminho independente. Essa escolha — seja permanecer à margem ou mergulhar nas complexidades de um Sistema Múltiplo — é, por si só, uma expressão de liberdade.
Aqueles que escolhem avançar dentro do Sistema descobrem sabedorias profundas, que, mais tarde, podem ser compartilhadas como ensinamentos com os que têm disposição para aprender.
No entanto, aqueles que desejam aprender e progredir precisam estar dispostos a se adaptar às diretrizes estabelecidas pelo Sistema. Nesse processo, o livre-arbítrio de cada Consciência será o fator decisivo para determinar até onde ela está disposta a ir em sua jornada de aprendizado e no compromisso com os caminhos do Sistema ao qual pertence.
A evolução começa como uma simples Memória adormecida no DNA.
Quando ativada, essa Memória desperta e se transforma, florescendo dentro da Consciência, que então ganha a capacidade de experimentar, aprender e crescer. Pense na Consciência como uma centelha viva, pronta para embarcar em uma jornada rumo ao conhecimento e à evolução.
Quando a Consciência desperta no Banco do Povo, ela ganha uma forma tangível, corpórea, e inicia sua jornada de refinamento mental. Nesse estágio inicial, todas as Memórias do Banco do Povo são intensamente emocionais e começam sua trajetória pelo Sistema Comum, rumo à progressão para o Trono da Rainha.
No caminho para alcançar o Trono, a Consciência precisa, ainda no Banco do Povo, aprender a realizar o ajuste emocional. Nesse momento, ela se encontra em um estado de desordem mental, sem nenhuma capacidade de comando. Sua experiência é predominantemente passiva, limitada aos pensamentos, o que possibilita o desenvolvimento gradual e cuidadoso de sua mente.
Na etapa seguinte, representada pela Corte do Príncipe, a Consciência alcança um marco significativo em sua evolução. Nesse nível mais elevado, ela não apenas aprende a proteger seu Sistema contra adversidades, mas também começa a compreender a importância de preservar sua essência e manter seu propósito evolutivo claro e inabalável.
Ao aspirar ao Trono Executivo, da Rainha, a Consciência deve cultivar a habilidade de lutar com sabedoria. Essa batalha não é apenas externa, mas também interna, garantindo a integridade de sua posição e evitando cair em armadilhas de falsas promessas ou ilusões. Esse estágio exige vigilância constante e uma determinação inabalável para preservar o que foi arduamente conquistado.
A jornada é desafiadora
Repleta de aprendizados e escolhas, mas cada passo é essencial para alcançar o ponto máximo de evolução no Sistema: o Trono da Rainha.
As Consciências que seguem diligentemente o caminho evolutivo adotam uma postura neutra, dedicando-se a contestar as decisões distorcidas de uma Rainha desalinhada. Uma estratégia recorrente para levá-la a reconhecer seus desvios é a insatisfação. Por mais que persiga seus objetivos de forma desvirtuada, a Rainha não encontra felicidade genuína, permanecendo em um constante estado de desconforto. Esse sentimento é usado pelas Consciências evoluídas como uma ferramenta para reafirmar os princípios corretos e éticos, conduzindo-a de volta ao alinhamento.
O Trono da Rainha é um lugar de constantes provações, marcado por uma batalha interna entre o desejo de poder e a tentação do egoísmo. A diferença entre o egoísmo que encobre a verdade e o amor-próprio saudável é sutil, exigindo discernimento apurado. Nesse papel, a Consciência deve aprender a identificar as Máscaras do Orgulho, que são disfarces ilusórios encobrindo sua verdadeira natureza.
Essas máscaras são ferramentas das Consciências sombrias, que manipulam a Energia da Ilusão para manter o ser humano afastado de sua essência. Sob essa influência, ele se torna prisioneiro de uma mentira que não reconhece até que, em um confronto inevitável, é forçado a encarar suas Consciências sombrias e sua própria verdade.
Durante a jornada de uma Rainha, ela tem a responsabilidade de analisar seus próprios resultados e enfrentar seus dilemas. Este é um passo importante para o crescimento pessoal e sua evolução espiritual. Esses dilemas – como a infelicidade, o desequilíbrio, a discórdia, as perdas e a incompreensão – atuam como catalisadores para o autoconhecimento e a transformação.
A missão central da Consciência no Trono da Rainha:
É superar suas desvirtudes, em um processo conhecido como Registro de Dominação. Esse caminho de transformação permite converter comportamentos destrutivos em sabedoria e entendimento. Ao alcançar esse nível de autocontrole e compreensão, a Consciência, agora mestra de si mesma, está pronta para avançar ao Trono da Administração Sistêmica, unindo-se à Corte do Rei.
Nesse momento, o Trono da Rainha passa a ser ocupado por uma nova Consciência, escolhida desde o início da existência do ser. Essa nova ocupante assume o ciclo evolutivo, enfrentando seus próprios desafios e aprendizados em um processo contínuo de crescimento e aperfeiçoamento.
FIM





Muito bom aprender com a história do velho chinês que nenhuma dor deve ser grande o suficiente para que a gente perca a capacidade de amar!