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Bárbara, a que preferiu fugir!


Bárbara era uma jovem muito decidida e sempre bem entrosada nos assuntos sociais que a escola conduzia.
Gostava de liderar movimentos para angariar adeptos à sua causa.
Com isso, chamava muito a atenção dos alunos da escola e como era bastante entusiasmada, às vezes ofendia àqueles insensíveis ao “bem maior.”
Um dia, voltando para casa deparou com um grupo grande daqueles “insensíveis,” que a questionaram sobre ser tão firme com as questões dos mais fracos. Bárbara tentou argumentar e explicar as necessidades deles, o que os deixou mais e mais exaltados.

Por fim, já perdendo o senso de humanidade, eles começaram a xingá-la, passando inclusive para agressões físicas deixando-a muito ferida. Todos derramaram nela sua indignação de forma brutal, largando-a numa rua sem saída.
Ela foi encontrada mais tarde por um morador daquela rua, que a levou para o hospital.
Quando seus pais chegaram, a interrogaram incessantemente para que ela contasse o que havia acontecido, mas ela apenas disse que tropeçou e como era uma ladeira, rolou e se machucou bastante. 
Essa foi sua versão até o fim.
Quando voltou para a escola evitou as reuniões de fundo social, dizendo que, como ainda estava debilitada, queria se recuperar primeiro.
Mas ela nunca mais retornou!

 

Hoje, já com 30 anos, encontraremos uma Bárbara apática: cumprindo apenas com suas obrigações sociais com a família e com o trabalho, sem nenhum envolvimento: apenas comparece.
Descobriu que pode confiar muito mais nas coisas espirituais e é isso que tem feito nos últimos 15 anos. Porém ainda sem nenhum vínculo.
Vive o aqui e agora, importando-se exclusivamente com o que sente ao estar em oração, completamente alheia ao que está à sua volta.
Não tem gosto no vestir, o faz exclusivamente para poder se apresentar no trabalho, mas por ela, é completamente dispensável.
E comer, para viver apenas!
Não tenta subir de cargo, pois o que faz e ganha, é suficiente. Não precisa de mais nada!
O importante é a sua evolução espiritual.

 

 

Ela não se deu conta de que é necessário haver um equilíbrio entre o material e o espiritual.
Um dia, em um de seus momentos dedicados ao divino, em alta meditação ela escutou uma voz que lhe disse em sonho:
“- Bárbara querida, há quantos anos você se entregou a essa dor? Ela não a deixa sair do mesmo lugar onde esteve quando foi abandonada naquela ruela! Você cresceu e você não esqueceu? Seus motivos eram nobres e você não deve abandoná-los. Você não tem culpa da indiferença de outros! Precisa seguir a vida e compreender que aquelas pessoas não são importantes.
O importante é você esquecer o passado! É vencer essas lembranças ruins! É tocar a vida para frente, do jeito que era antes! A Bárbara lutadora, entusiasmada e feliz, continua aí! Por que a sufocar? Queira ser ela novamente! Queira ser ajudada!”
Compreenda aquele passado e perdoe! Não aquelas pessoas, mas a você mesma! Só assim será feliz!”

 

Quando Barbara despertou daquele momento único, já se sentia diferente! Sentia uma vontade enorme de procurar seus antigos companheiros de causa, para saber de tudo que havia acontecido e o que estava rolando no momento.
No dia seguinte fez o que havia planejado e os procurou. Eles estavam se reunindo agora, numa sala no centro. Eles abriram uma ONG e tentavam resolver vários problemas sociais do bairro, através dela. Bárbara entrou devagar, observando tudo. Ainda conhecia três pessoas daquele grupo, que ficaram surpresos ao reconhecê-la e felizes também!
Logo Bárbara se inteirou de tudo e entusiasmada como foi um dia, passou a frequentar, ajudar e participar de todas as decisões que o grupo precisava tomar, em prol do bem maior! Bárbara agora está muito feliz e tenta recuperar o tempo perdido! Já se candidatou para cargos mais altos em sua empresa e, consequentemente mais bem remunerados.
Sorri e conversa com todos novamente!

Esta é mais uma das 29 Máscaras do Orgulho, estudadas na Teoria da Razão. É a 22ª MÁSCARA – A FUGITIVA: Teve um trauma quando acreditou em algo e foi violada por isso, mas não contou a ninguém e passou a viver sua dor e o medo. Vive apenas no presente, pois teme o futuro. Vive alheia e se importa com a vida espiritual mais do que com a material, pois acredita que com o divino não terá decepções. Essa é mais uma das Máscaras do Orgulho estudadas pela teoria da Razão, uma aventura dentro de si mesmo, rumo ao autoconhecimento. Para saber mais acesse www.teoriadarazao.com ou Máscaras do Orgulho no Instagran.

 

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