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A Bailarina Desconfiada


Havia numa cidade europeia uma grande bailarina!

Ela estudou nas cidades de renome, inclusive na Rússia!

Sua família tinha posses, apesar de viver sozinha, então não existiam barreiras para ela!

A única barreira era ela mesma, com sua impaciência, mimo e arrogância!

Ninguém gostava de trabalhar com ela e muito menos para ela!

 

Isso porque quando era jovem, vivendo em outra cidade e com outra família, com o objetivo de se especializar no balé, já que seus pais não podiam acompanhá-la por serem grandes empresários. Esta, por saber que ela era uma grande concorrente de sua própria filha, fez de tudo para prejudicá-la, negando-lhe boas oportunidades de aprendizado em escolas renomadas, falsificando seu currículo, fazendo-a adoecer para não aparecer nas avaliações e perder o prazo, e outros falsos motivos, os quais a impediram de progredir.

Ela como uma jovem inexperiente, nunca desconfiou de nada e passou muito tempo assim, sendo enganada.

Ao voltar para sua própria cidade e comparando seu portifólio com as demais, percebeu que seu currículo era muito pobre, apesar de ter muito conhecimento, não era o suficiente para ser uma primeira bailarina, por exemplo!

A desilusão foi grande! Mas agora nada mais poderia ser feito!

A solução foi correr atrás do prejuízo, com aulas infinitas e ensaios exaustivos em sua própria residência, com aulas vídeo e aulas particulares.

Não queria demonstrar a ninguém que havia sido enganada!

 

Bem, depois de um longo período reclusa, começou a aparecer em competições e a ganhar prêmios, pois de fato era excelente! Com isso aumentou sua vaidade!

Mas prefere continuar sozinha com sua descrença nas pessoas, do que arriscar ser enganada novamente! Trata a todos da mesma forma: fria e intolerante! Sem perdão!

Por temer ser enganada, além de estar presa em sua ferida do passado por sentir-se injustiçada, acha que sua dor é tão importante, o que a impede de novos relacionamentos, novos laços afetivos verdadeiros.

Por isso a solidão!

 

 

Mas o importante é aceitar que, o que passou, passou.

Resta agora entender que foi vítima, mas que não teve culpa e seguir a vida, compreendendo que nem todos são iguais, que nem todos querem enganá-la, que nem todos são ruins. Isso é o que diz uma voz que fala em seu íntimo: “Minha filha, tente esquecer para poder viver em paz!”

 

Aos poucos, passou a prestar atenção em seus sonhos e na voz que fala em seu íntimo e começou a abrandar seu coração: passou a prestar atenção no que às pessoas lhe falavam e querer se aproximar dos grupos, quando estes estavam conversando. Mas, como ela só havia plantado frieza e intolerância, rapidamente os grupos se desmanchavam deixando-a sozinha.

 

Ela sentia-se frustrada, mas isso fez com que ela repensasse em seus atos de outrora e querer mudar realmente. Trazia lanche para dividir com todos. Queria ser aceita. E, aos poucos, a impressão ruim do passado, foi sendo esquecida e substituída pelo carinho que ela emanava agora!


23ª MÁSCARA – DESCONFIANÇA (enganada) 

 Desconfia de tudo e de todos e escolhe não amar ninguém. Vive na solidão.

Sua dor é importante e dá a todas as pessoas a mesma classificação que deu ao seu agressor, pois foi enganada por alguém sem relevância emocional, surgindo a vaidade como a grande vilã. Impede laços afetivos verdadeiros. Agora é engolir o engano pensando que quem errou foi o outro e ela foi a vítima. Desacredita de todos, e as pessoas boas, são ofendidas junto com as pessoas ruins.


Essa é uma das 29 Máscaras do Orgulho estudada na Teoria da Razão, rumo ao autoconhecimento e a autocura, através do Método Surgir Sistêmico. Para saber mais acesse o site wwwteoriadarazao.com

 

 

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