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LÚCIA, A ARROGANTE PERDIDA



Lúcia era uma criança linda, esperta, muito mimada, de uma família rica e poderosa. Vivia correndo pela mansão, assustando as criadas.

Num belo dia ela estava se escondendo delas num armário do escritório, quando viu seu tio mais velho e o proprietário da casa, entrar com um outro homem e ambos estavam discutindo muito. Num determinado momento ele pega um abridor de cartas de sua mesa e crava no pescoço do homem, que cai morto na hora. O tio grita e imediatamente entram dois homens que o pegam e saem por uma porta lateral para os fundos, sem serem vistos. Lúcia estática, permaneceu no armário por muitas horas. O escritório foi limpo e ela permanecia lá. Suas criadas como não a encontraram, acharam que ela havia desistido da brincadeira e foram cuidar de seus afazeres, mas algumas horas depois começaram a se preocupar e a procurá-la.

Estavam muito assustadas, pois não poderia estar sumida na hora que os patrões chegassem, pois as consequências seriam grandes. O tio mais velho também já havia saído depois do ocorrido e estavam sozinhas na busca.
Quando a encontraram já era quase noite e ela estava meio que desfalecida: ardendo em febre e toda mole. Deram um banho e a colocaram na cama. Estavam tentando lhe dar um caldo para comer, quando os pais entraram no quarto e mandaram chamar o médico ao vê-la naquele estado.  Lógico que as criadas foram severamente repreendidas.

 

Lúcia permaneceu assim apática por várias semanas. Quando se levantou, parecia que nada havia acontecido. Mas era outra criança: não corria pela casa brincando e não conversava mais com as criadas. Nem parecia a mesma: mandava, gritava e se não fosse atendida, fazia um escândalo.

 

Os anos se passaram e Lúcia não abrandou sua forma de viver, na escola ou na família, seu comportamento era o mesmo: com arrogância, se achava a melhor em tudo e por isso humilhava as pessoas, que acabavam se afastando dela com repulsa, pois sabiam que ela era uma farsa, uma mentirosa e charlatã. Não enganava ninguém, não sentiam pena nem ódio por ela, eram indiferentes e a desprezavam.

 

Assim, ela escolheu viver, numa fantasia sobre si mesma, mas ainda corre atrás de ser aprovada por todos usando de mentiras, que ninguém mais acreditava, e submetendo quem pode, a humilhações.

Não se doa em momento algum e não demonstra suas emoções por ninguém: nem amor pelos seus pais, nem ódio pelo tio que a molestou traumatizando-a. Sente-se bem assim apesar de que agora, já com 45 anos, a solidão esteja-lhe pesando. Imagina-se mais velha e sozinha e não gosta da ideia. Às vezes sonha que está em meio às amigas ou das primas, que a detestam, conversando e sorrindo com muita alegria. Quando lembra do sonho sente um aperto no coração, mas não muda a sua atitude.

 

Ela tem tido muitos sonhos reveladores, sempre mostrando e tentando fazê-la entender, que esse não é um bom caminho para ela. Para que ela tenha, ainda nessa vida, tempo de mudá-lo. E é assim que Ele trabalha através de Seu amor: faz de tudo, bem devagarinho, para que a gente possa entender e mudar.

 

Lucia precisa reagir e deixar de viver nessa apatia irritante que a afasta de todos, para ir conquistando a empatia, a amizade e, quem sabe o amor das pessoas, mudando o seu destino.

4ª MÁSCARA  ARROGANTE (criança molestada)

Essa é uma das 29 Máscaras do Orgulho, estudadas pela Teoria da Razão rumo ao autoconhecimento e a autocura. Para saber mais, acesse o site www.teoriadarazao.com

 

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